quinta-feira, 27 de março de 2014

Pausa para uma discussão inócua.


Não sou nenhum expert formado na Puc em ciência política com mestrado em Havard, então desde já despreze minha opinião.

Há anos, para ser um pouco mais exato, desde 1994 com a eleição de FHC, existe uma disputa de cunho quase religioso entre PT e PSDB.
Ambos, oriundos das classes trabalhadoras e estudantis das décadas de 70 e 80, lutaram contra a ditadura militar, dividindo além das trincheiras da guerra, opiniões e personagens. Amavam o deus Democracia e objetivavam um país livre, desenvolvido e igualitário. Eram irmãos iguais, mas um era canhoto e o outro destro.

Atualmente, após de 8 anos de governo do PSDB e 12 do PT, mantem uma verdadeira batalha na política, uma espécie de Corinthians e Palmeiras eterno. Uma disputa idiota que nada mais faz além de atrasar o país. Mas o pior de tudo, se esqueceram do verdadeiro inimigo comum: O PMDB. É lá que estão os verdadeiros caciques, os donos da miséria institucional que o poder público desse país vive.

E eles estão lá desde sempre. Eram fechados com militares durante a ditadura, com a queda do regime se embrenharam no poder e de lá nunca mais saíram. Tiveram participação ativa em TODOS os governos democráticos, seja de esquerda, centro ou direita.

O PMDB instituiu a politica do toma-la-da-cá em Brasilia, onde hoje tudo é negociado através de cargos públicos e verbas, ou seja, DINHEIRO. Inspirou a criação de dezenas de partidos de aluguel, que nada mais são senão filiais secundárias que utilizam seus mínimos representantes como moeda de troca à aprovação de leis de interesse do governo no poder, não importa qual o partido.

O PMDB é um câncer da política brasileira, sendo que seus 'cancros-mestres' são representados pelos ilibados e condenados José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho, que terão seu apoio disputado a tapa pelas duas legendas na próxima eleição. Governabilidade...sei...

Enquanto a desculpa desses partidos para se aliar a essa classe podre for a governabilidade, serão vistos sim como farinha do mesmo saco. Como de fato, os atuais escândalos da Petrobras e da Alston provam ser. Não existe mais nenhum interesse em reforma política de verdade, única forma possível para acabar com essa bandalheira que assola a política e trás consequências catastróficas para o desenvolvimento desse país, rico, saudável e perverso.
Não existe mais esquerda ou direita. Somente um centro podre e viciado.







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