segunda-feira, 11 de março de 2013


Carta Suicida

Dos seus olhos, descem lagrimas de sangue
Suas palavras verdadeiras, soam pouco especial
Seu perfume preferido, fede feito o mangue
Atitudes traiçoeiras, por um crime tão banal...

As pessoas diferentes, cada um é uma estrela
Seus fracassos, suas fraquezas...sua vida tão normal
O profano agora é puro, a poesia é só besteira
O mundo é cativeiro, dessa gente tão boçal.

O meu grito sorrateiro, hoje é segunda feira
Manhã fria, dia estranho, caos e vida em pleno ar
Pro meu corpo eu sou insano, pra minha alma passageira
Estou solto no universo, mas sem ar pra respirar...

Quando olhei para a janela, sem ter nada a perder
Me lembrei da vida bela, e que o tempo há de curar
De tudo que passamos, que sentimos, pode crer!
Voei pra eternidade, passaporte 8º andar...

Sonhos verdadeiros, psicodelia pura
Antônimos contrários, viagens para o céu
Saudades desconexas, o meu pão com carne crua...
Orgasmos sem tesão, amor, Platão...Ser infiel.

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